Missão e Povos Indígenas

Os povos indígenas não entraram pela porta dos fundos ou pela janela, neste 2º Congresso Missionário Regional Oeste 2 da CNBB, que se realizou em Dourados. [...] Na oficina “Missão e Povos Indígenas” eles protagonizaram momentos memoráveis ao manifestarem com convicção e clareza a dureza de suas vidas ameaçadas, suas terras negadas. [...]. No documento produzido na oficina, os participantes de todas as dioceses do estado do Mato Grosso do Sul, expressaram seu ardente desejo de que os cristãos, desde os fiéis leigos, os sacerdotes, os religiosos e religiosas até os bispos assumam com amor, ardor e profetismo a causa dos povos indígenas. Essa é uma causa evangélica, de Jesus da cruz, do conflito. Por causa de sua mensagem e testemunho de vida, foi assassinado. O assessor da oficina, teólogo Paulo Suess, que dias antes visitara vários acampamentos e aldeias Kaiowá Guarani da região, insistiu na importância de nós como cristãos, termos a coragem de assumir essa causa, que é a do Cristo da cruz e da ressurreição.[...]
Pe, Estevão, que fez uma reflexão sobre a missão hoje, se referiu à missão e causa indígena dizendo “A metade dos assassinatos de indígenas no ano passado aconteceram aqui. E 100% dos suicídios de indígenas aconteceram aqui. Então como podemos celebrar a Eucarisitia, diante dessa realidade?”

Desafios e compromissos
Diante dessa realidade foi sugerido a formação de pastorais indigenistas em todas as dioceses. E que estas sejam críticas, dinâmicas, criativas e proféticas. [...]
Foi destacado a atitude da CRB (Conferência dos Religiosos no Brasil) regional MS, que assumiu a causa indígena como prioridade de sua ação e está ajudando viabilizar a presença e atuação de uma comunidade de irmãs junto aos povos indígenas no regional.
Autor: Egon Heck

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