Os
chefes de Estado e Governo de Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul
aprovaram a "Declaração de Fortaleza" e o "Plano de ação de
Fortaleza" após a VI Cúpula do BRICS. O documento fala em iniciativas
multilaterais e da cooperação entre os países do bloco, e pontua que a reunião
ocorre em momento crucial para a recuperação econômica mundial depois das
crises financeiras globais. Os países consideram que o crescimento econômico e
as políticas de inclusão ajudaram a estabilizar a economia e a combate a
desigualdade. Também defende que mercados financeiros regulados e níveis
robustos de reservas permitem que as economias dos países consigam lidar com
riscos e alastramentos das condições econômicas dos últimos anos.
Vozes discordantes


Qual é sua avaliação sobre os BRICS e
a criação deste novo banco?
Para
responder, temos que pensar na história. Você lembra quando falavam do grande
ônibus rumo à estação da globalização? Nos diziam que ela seria muito boa para
todos, facilitaria a vida, os contatos, daria livre acesso às relações
comerciais e diminuiria até as desigualdades. Mas, passada a euforia inicial,
veja o que aconteceu. As grandes companhias embarcaram sozinhas e ganharam.
Esses caras da globalização decidem como e quando a gente cresce. Agora surge
uma nova promessa, os BRICS, que acabam de criar seu próprio banco. Perceba
que, quando este grupo foi criado, a África do Sul nem era parte dele. No
último minuto, perceberam: não podemos ir à frente na África sem eles. Nações e
empresas multinacionais têm grandes ambições na África. Como a África do Sul
tem estabilidade econômica e grande tolerância ao capitalismo, é o parceiro
perfeito. O que a África do Sul vai ganhar? Minha aposta é que vamos dar
riqueza natural, como minérios, e mão de obra barata, a dupla perfeita. E em
troca alguns políticos e companhias serão beneficiados. Mas a nação não.
O Brasil também compartilhou de uma
outra promessa também feita à África do Sul: a Copa do Mundo. Houve algum
legado para a população?
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