Agência Brasil
Depois de dez anos tramitando no
Congresso, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo
(438/01) pode ser votada hoje (8), em sessão extraordinária no plenário da
Câmara dos Deputados. Organizações da sociedade civil, centrais sindicais e o
governo estão se mobilizando desde o ano passado para a votação da PEC.

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Marcha e apoio das Margaridas |
Desde março deste ano, funciona na
Câmara a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo, criada
para investigar denúncias sobre essa prática com base em lista elaborada pelo
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) conhecida como lista suja. Atualmente,
292 empregadores estão na relação, acusados de explorar mão de obra de forma
análoga à escravidão.
De acordo com o presidente da CPI, deputado Cláudio Puty
(PT-PA), poucas pessoas foram punidas, apesar dos milhares de trabalhadores
libertados. De acordo com o MTE, entre 1995 e março deste ano, 42.116
trabalhadores submetidos a trabalho escravo foram resgatados e mais de R$ 70
milhões de verbas rescisórias foram pagas.
“É possível, a partir de medidas de
combate à miséria e com fiscalização mais dura, acabar com o trabalho escravo
no Brasil. Acho que a aprovação da PEC vai tornar esse tipo de punição algo
definitivo”, disse Puty.

Segundo dados do MTE, foram
resgatados no ano passado 2.271 trabalhadores pelos grupos móveis de
fiscalização, que promoveram 158 ações em 320 fazendas e estabelecimentos. Na
semana passada, a Superintendência Regional do MTE no Tocantins resgatou 96
trabalhadores em situação análoga à de escravo em 11 carvoarias do estado.
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