2. Da Mãe Preta à Madona Negra de Aparecida
telúrica-lunar e o poder milagroso dela. Energia lunar e poder milagroso continuam até hoje nos santuários marianos.
2. Da Mãe Preta à Madona Negra de Aparecida
telúrica-lunar e o poder milagroso dela. Energia lunar e poder milagroso continuam até hoje nos santuários marianos.
1. A Mãe Preta dos paulistanos no PaiçanduO monumento à Mãe Preta do Largo do Paiçandu é o início da nossa peregrinação à Aparecida. Trata-se de um lugar privilegiado para as comemorações pela libertação dos escravos e pelo Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.
A inauguração ocorreu em 23 de janeiro de 1955, como parte das comemorações de encerramento do IV Centenário da Cidade de São Paulo. A escolha do Largo do Paiçandu para acolher a homenagem à Mãe Preta se deveu à presença da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e de ser aquele largo, desde a construção da igreja, em 1906, um ponto de referência para a comunidade afrodescendente de São Paulo. Até hoje, fiéis depositam velas, oferendas e pedidos aos pés da Mãe Preta. O lugar é também ponto de encontros, protestos e comemorações. Em 2004, com base em pedido encaminhado pela Irmandade do Rosário dos Homens Pretos, o monumento à Mãe Preta foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.
Autor: P.S.

Histórico do FSMM
A primeira edição do Fórum Social Mundial das Migrações aconteceu em 2001, no Brasil, refletindo sobre o tema "Travessias na desordem global". Já a segunda e terceira edições foram realizadas na Espanha abordando as temáticas: "Cidadania universal e Direitos Humanos. Outro mundo é possível, necessário e urgente" e "Nossas vozes, nossos direitos, por um mundo sem muros", respectivamente.
Veja a postagem deste blog no dia 20.06.2010, Dia dos Migrantes, e acompanhe as atividades do IV FSMM através do site: http://www.fsmm2010.ec
Autora: Tatiana Félix, na Adital
08.10.2010
No dia 01 de outubro, festa de Santa Teresinha do Menino Jesus, quando os sinos da basílica de S. Pedro repicavam às 12 horas, fui recebido pelo Papa Bento. Acompanhou-me o Pe. Reginaldo Cordeiro, salesiano, indio Arapaso de S. Gabriel da Cachoeira, que ordenei presbitero no dia 15 de agosto.
Estive com o Papa durante 20 minutos respondendo as muitas perguntas que fez sobre a Amazonia e os indios do Rio Negro. Percebi que o Papa tem carinho especial pelos indios e pela a Amazonia. Abraço vocês com afeto de irmão menor no Amor de Jesus.
o nepalês Shrikrishna Upadhyay e a organização SAPPROS, que mostraram “ao longo dos anos o poder da mobilização comunitária para enfrentar as múltiplas causas de pobreza" e a organização israelense "Médicos para os Direitos Humanos", que ganhou o prêmio, segundo o júri, “por seu espírito indomável para trabalhar pelo direito à saúde de todas as pessoas em Israel e na Palestina”.
e você entenderá porque os Laureados deste ano voltam ainda a oferecer modelos de conduta, cujo trabalho e compromisso podem ser replicados em todo o mundo”.
No documento produzido na oficina, os participantes de todas as dioceses do estado do Mato Grosso do Sul, expressaram seu ardente desejo de que os cristãos, desde os fiéis leigos, os sacerdotes, os religiosos e religiosas até os bispos assumam com amor, ardor e profetismo a causa dos povos indígenas. Essa é uma causa evangélica, de Jesus da cruz, do conflito. Por causa de sua mensagem e testemunho de vida, foi assassinado. O assessor da oficina, teólogo Paulo Suess, que dias antes visitara vários acampamentos e aldeias Kaiowá Guarani da região, insistiu na importância de nós como cristãos, termos a coragem de assumir essa causa, que é a do Cristo da cruz e da ressurreição.[...]
“O acampamento indígena, entre o arame farpado da fazenda e o asfalto da estrada, é como uma universidade; nas noites mal dormidas e por baixo da lona preta pode-se aprender muito”.
“Retomada significa retorno à terra sagrada”.

Depois das nossas andanças pelas aldeias indígenas do Mato Grosso do Sul, a equipe do Cimi está participando do II Congresso Missionário do Regional Oeste 1 da CNBB. Estamos assessorando a Oficina 8 “Missão e povos indígenas”. Entre os 65 participantes dessa oficina haverá uma boa presença de líderes indígenas que introduzirão os participantes na realidade amarga de sua vida cotidiana. Segundo os organizadores, todos os temas devem ser tratados numa perspectiva da Missão Continental só uma vez mencionada no Documento de Aparecida (DAp 551).
Em outubro de 2009, os professores indígenas Genivaldo Vera e Rolindo Vera de sua comunidade desapareceram após uma emboscada de homens armados da fazenda. O corpo de Genivaldo foi localizado em um córrego. A cabeça estava raspada e ele estava coberto de ferimentos. Rolindo até hoje não foi localizado.
Partindo da comunidade de Kurusu Ambá levamos Angélica com seus dois filhos pequenos, um deles muito doente, à Casa de Saúde em Amambai. Hoje de manhã (22.9.), Inocêncio, líder da comunidade, nos comunicou que a criança com seus três aninhos faleceu. Ainda ontem à noite, o corpo foi levado de volta à aldeia. A grande volta – nem para todos significa vida. Com voz indignada Inocêncio disse que essa morte é também consequência da falta de alimentação, porque há inconstância na entrega da cesta básica. “Na terra, onde estamos, somos proibidos de plantar. As crianças, quando não têm alimento, ficam fracas, pegam doença e morrem”, desabafa Inocêncio. 
A última tentativa do grupo de retornar à terra considerada sagrada (tekoha) ocorreu em 17 de junho de 2008. Mais uma vez reocuparam uma parcela do antigo tekoha, na Fazenda Serrana, ao redor da qual gravitavam. Nesta ocasião, eles mantiveram-se dentro da reserva legal de mata da fazenda, vigiados por uma empresa particular de segurança. A Funasa e Funai foram impedidas de prestar atendimento. O relatório aponta que "a difícil condição imposta aos índios resultou na morte de uma anciã, que acabou sendo sepultada na mata. A ocupação durou até cinco de abril de 2009, quando a justiça determinou a reintegração de posse em favor do fazendeiro". Desde então, o grupo está acampado à beira da rodovia.O relatório elaborado pelo Ministério Público Federal é enfático ao afirmar que "crianças, jovens, adultos e velhos se encontram submetidos a condições degradantes e que ferem a dignidade da pessoa humana. A situação por eles vivenciada é análoga à de um campo de refugiados. É como se fossem estrangeiros no seu próprio país".
A Missão lembra um longo caminho percorrido. Hoje convoca os peregrinos para a construção de "uma Igreja autenticamente pobre, missionária e pascal" (Medellín V/15) que caminha junto aos pobres. Neles "reconhece a imagem de seu Fundador pobre e sofredor" (LG 8). Nessa caminhada, o Ressuscitado se revela como caminho novo.
No dia 26 de agosto de 2010, o místico, teólogo e filósofo Raimon Panikkar morreu em Tavertet (Barcelona) com 91 anos de idade. Filho de mãe católica e pai hindu, viveu a multidimensionalidade da vida antes de pensa-la teologicamente. Em 1946, foi ordenado sacerdote. A partir de 1955, viaja e vive na Índia. Em 1966 é nomeado professor da Harvard Divinity School e durante 20 anos vive ao mesmo tempo na Índia e nos Estados Unidos. Em seu pensamento se entrelaçam Oriente e Ocidente. Panikkar, que com seus mais de 80 livros sempre defendeu o diálogo entre povos e religiões, insiste que para conhecer uma cultura ela precisa ser vivida.
E continua: “Descanse renascido no seio da Abba Mãe e Pai, que nos ensinaste a descobrir no “silêncio de Deus” (1966) e no “silêncio de Buda” (1996), no meio do “silêncio do mundo” (Prêmio espiritualidade, 1999). Tua vida foi e seguirá sendo “Ícone do mistério” (1998) para aqueles que contigo aprendemos, pelo teu modo de pensar, amar e crer, a presença inter-cultural e inter-religiosa, sempre palpável ao menos que elusiva, do mistério que tu qualificaste como “cosmoteândrico”, chave mística da experiência humana integral, experiência plena da vida” (2005). Graças por teu pensar fronteiriço, interrogador e hermenêutico. Graças por teu testemunho da pluralidade unificada: Catalunha e Índia, prajña e seny, corpo-espírito, masculino-feminino, temporal-eternidade, místico-política, ... e um grande etc de polaridades unidas. Graças por ter-nos ajudado a romper com todos os círculos fechados e viver em espirais abertas para o alto e para baixo: transcender ocidentalmente para cima e orientalmente para o fundo, com o olhar posto no mais além que vislumbravas no horizonte de Tavertet. Graças, Raimon, que teu exemplo nos ensine a saber viver.
Este texto foi apresentado na Mesa Redonda: “Missões religiosas e povos indígenas no tempo presente” das “XIII Jornadas Internacionais sobre as Missões Jesuíticas. Fronteiras e identidades: povos indígenas e Missões religiosas”, organizadas pela Universidade Federal da Grande Dourados, Faculdade de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, Linha de Pesquisa História Indígena, no dia 2 de setembro 2010.
Os benefícios da presença missionária para os projetos históricos dos povos indígenas podem ser avaliados pelo espaço que souberam criar para o reconhecimento e o protagonismo desses povos. Esta presença não é historicamente autônoma. Portanto, não pode ser inventariada separadamente do inter-relacionamento com outros atores e fatores de natureza política, econômica e sociocultural, que intervêm nos projetos de vida dos diferentes povos. Ao empenhar-se hoje na defesa do reconhecimento e do protagonismo dos povos indígenas, nas lutas pelo território e na costura de alianças de solidariedade, a Igreja Católica, através de seu braço pastoral, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), procura resgatar não os povos indígenas de uma suposta distância salvífica, mas sua sobrevivência e seu bem-estar com a vida.
Este texto foi apresentado na Mesa Redonda: “Missões religiosas e povos indígenas no tempo presente” das “XIII Jornadas Internacionais sobre as Missões Jesuíticas. Fronteiras e identidades: povos indígenas e Missões religiosas”, organizadas pela Universidade Federal da Grande Dourados, Faculdade de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, Linha de Pesquisa História Indígena, no dia 2 de setembro 2010.
No encontro do Conselho Missionário Nacional (Comina), dia 16.08.2010, Brasília, foi apresentada uma reflexão sobre o "viver bem" como novo paradigma latino-americano e planetário:
De 20 a 23 de julho de 2010, sob o olhar milenar do Cotopaxi, o grupo Ameríndia realizou sua Assembléia Continental, em Quito, Equador. AMERÍNDIA teve sua origem em 1978 preparando a Conferência de Puebla. Um grupo de teólogos se constituiu como assessores dos delegados de Puebla. Um trabalho semelhante o grupo realizou nas Conferências de Santo Domingo, em 1992, no Sínodo de América, em 1997, e em Aparecida, em 2007.
- Por fim, Paulo Suess procurou, a partir do novo paradigma sócio-planetário e ameríndio do “buen vivir” (sumak kawsai) dos pobres e de seu entrelaçamento com justiça maior do Evangelho, elencar alguns núcleos para a produção teológica e ética solidária dos próximos anos (5).
como ruptura e solidariedade. O desprendimento como descontentamento profético emerge da consciência de que “remendos novos em odres velhos” não mudarão o curso da História.“No contexto político e econômico brasileiro e, em particular do Estado do Mato Grosso do Sul, pode-se dizer que o foco é fazer viver os grande proprietários, o grande capital e deixar morrer os povos indígenas” (Relatório de Violência contra os Povos Indígenas 2009, pg17). “Mato Grosso do Sul, campeão de violências contra os povos indígenas. Até Quando?” Assim, há quatro anos atrás, anunciava uma faixa num debate promovido pela CNBB regional, sobre a violência contra os povos indígenas deste estado. De lá para cá todos os anos a faixa continua sendo ostentada , ano após ano, o triste título. Neste ano, uma vez mais, a faixa vai ser desfraldada para dizer ao Brasil e ao mundo que o Mato Grosso do Sul continua sendo o campeão disparado de violências contra os povos indígnas.
Autor: Egon Heck, Campanha-movimento Povo Guarani Grande Povo, Brasília, 9 de julho de 2010
http://www.missiologia.org.br/cms/UserFiles/cms_artigos_pdf_81.pdf
“Estou convencido de que há de se seguir dizendo não,
ainda que se trate de uma voz predicando no deserto”.
(José Saramago)
“Marx diz que as revoluções são a locomotiva da história,
mas talvez seja tudo muito diferente, e as revoluções representem
tentativas da humanidade (...) de puxar o freio de emergência”.
(Walter Benjamin)
O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura da Conferência Episcopal Portuguesa, o padre José Tolentino, declarou que com a morte de José Saramago, dia 18 de junho p. p., Prêmio Nobel de Literatura de 1998 e ateu confesso, “a Igreja perde um crítico com o qual soube dialogar constantemente”. Nas categorias do censo do CERIS, de 2004, com enfoque na migração religiosa, Saramago pertence ao pequeno grupo de 7,8% dos que se declaravam “sem religião”. Na pesquisa do CERIS, os “sem religião” são compostos por cinco categorias diferentes. “Sem religião” pode significar, “possuir uma religiosidade própria sem vínculo com igrejas” (41,4%); pode significar também “não frequentar nenhuma igreja e não possuir crenças religiosas” (29,4%), “não acreditar nas religiões” (15,1%), “não ter tempo para frequentar a igreja” (23,2%), e “não acreditar em Deus” (0,5%). Portanto, dos 7,8% “sem religião”, só meio porcento se declara ateus.
Autor: Paulo Suess
Leia mais: http://www.missiologia.org.br/cms/UserFiles/cms_artigos_pdf_80.pdf