
No mesmo dia 3, dois dias antes do prazo
final para quem quer disputar eleição em 2014, Kátia Abreu trocou de partido.
Deixou o PSD e agora pertence ao PMDB, do vice-presidente da República, dos
presidentes da Câmara e do Senado e do ministro da Agricultura. Além de
comandar a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o principal
sindicato dos fazendeiros, agora Kátia Abreu faz parte do partido de
sustentação do Governo.

Depois do enterro simbólico, os caciques que
viajaram a capital federal para protestar contra os projetos de lei entregaram a
um grupo de oito parlamentares um documento de quatro páginas com
reivindicações dos povos indígenas de todo o país. Receberam o manifesto
indigenista os deputados Ivan Valente (PSOL-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ),
Janete Capiberibe (PSB-AP), Lincoln Portela (PR-MG), Erika Kokay (PT-DF),
Amauri Teixeira (PT-BA), Domingos Dutra (PT-MA) e Benedita da Silva (PT-RJ).
No manifesto denominado de “Declaração da Mobilização
Nacional em Defesa da Constituição Federal dos Direitos Territoriais Indígenas,
Quilombolas, de outras Populações e da Mãe Natureza”, os caciques repudiam os
ataques do governo federal contra os povos indígenas e acusam a bancada
ruralista de estar agindo “a serviço de interesses e lucros privados”.


Apesar de pacíficas, as manifestações foram sempre acompanhadas por dezenas de policiais militares, que fizeram cordões de isolamento não só próximo ao espelho d`água em frente ao Congresso, mas em todos os prédios visitados pelos índios. A presença indígena era simbólica, a presença do aparato militar, real.
[fonte:
Carta Capital, Agência Brasil e.o.]
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