
O jovem padre e teólogo Ratziger
que vai a Roma para fazer uma experiência da universalidade da Igreja,
colabora com o cardeal Frings em contato com os 2.500 bispos presentes
em Roma, na dimensão universal do cristianismo. Depois, lembrou a emoção de
poder conhecer e falar com grandes teólogos como De Lubac e Daniélou.

No Concílio, disse o papa, ''todos
acreditávamos que se devia prosseguir na renovação, um novo Pentecostes"
para a Igreja. E, com efeito, os seus frutos levaram a afirmar que "nós
somos a Igreja, todos juntos, não uma estrutura. Mas nós, cristãos, somos o
corpo da Igreja".
O pontífice recordou, depois, as
discussões sobre o conceito de "colegialidade" na Igreja, afirmando
que, nos trabalhos conciliares, houve, talvez, sobre esse tema "uma
discussão exagerada, talvez furiosa". Mas, esclareceu, "não se tratou
de uma luta de poder, mas sim uma busca de completude no corpo da Igreja",
afirmando que os bispos são um "elemento portante da Igreja".
Há ainda "muito a fazer para
chegar a uma leitura das Sagradas Escrituras no espírito do Concílio, ela ainda
não está completa", acrescentou Bento XVI na sua longa lectio,
citando o seu livro sobre Jesus. Referências importantes à liturgia (Sacrosanctum
Concilium), à Igreja (Lumen Gentium)
e à Palavra de Deus revelada ao ser humano (Dei Verbum), fundamento de uma reflexão
que uniu a mensagem de salvação de Cristo morto e ressuscitado, a longa
tradição da Igreja e a história da Igreja na história da humanidade.

Finalmente, uma crítica aos meios de
comunicação, que, nos anos 1960, relataram um Concílio Vaticano II "virtual",
focando a atenção na "soberania popular". Uma interpretação que deu
passagem a "tantas calamidades, tantos problemas, tantas misérias:
seminários fechados, conventos fechados, liturgia banalizada".
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