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Como Helder Câmara realizou o Pacto das Catacumbas em Recife no ano 1968



Eduardo Hoornaert


Desde antes do Concílio, Helder Câmara, naquele tempo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, se destaca como homem de visão. Num questionário enviado a todos os bispos pelo Vaticano, a maioria dos bispos afirmam que os grandes problemas do mundo são: comunismo, ateísmo, secularismo, protestantismo, espiritismo etc. Helder pensa de forma totalmente diferente: o grande problema e que dois terços da humanidade vivem na pobreza, tem problemas endêmicos de fome, doença, habitação. É preciso dizer com todas as palavras que Helder Câmara é um dos pouquíssimos homens do Concílio que têm ‘visão’, como escreveu o teólogo Congar. As Cartas Circulares de Helder começam com as seguintes palavras: ‘O Concílio vai ser dificílimo’. Isso diz tudo.


O que fica muito claro, para quem lê as Cartas que Helder escreve a cada dia, ao longo do Concílio, é que ele mostra aversão às pompas romanas. Para ele, o Vaticano é uma corte papal, a mais impressionante corte existente em todo o mundo ocidental. Há imagens alucinantes espalhadas pelas páginas das Cartas Circulares. O bispo vê o Imperador Constantino (do século IV) atravessar a Basílica de São Pedro num cavalo em pleno galope. Numa outra visão, o papa joga a Tiara no Tibre e anda enlouquecido pelas ruas de Roma, onde se encontra com prostitutas e ladrões. Ele se imagina que o papa cede o Vaticano a uma instituição (da UNESCO?), especializada em administrar museus e vai morar num apartamento em Roma. Dispensa embaixadores no Vaticano e núncios do Vaticano. Dispensa o Vaticano. Assim ele pode empreender com rapidez a reforma da Cúria papal romana (a corte papal).


Aconselho vivamente a leitura dessas Circulares, pois cada uma traz alguma surpresa. Quando menos se espera aparece uma frase absolutamente genial, nos mais diversos sentidos. Assim, ele escreve: com cardeais é ‘humanamente impossível’ trabalhar (I, 3, 268). Num outro tópico, escreve que citar textos de Isaías é muito bonito, mas que o povo não entende palavras como Sião, Israel etc. e que é preciso dizer as coisas com palavras que as pessoas entendem. Faíscas de um espírito excepcional que aparecem aqui e acolá nas Cartas.


Depois de voltar de Roma em final de 1965, Helder ainda reside no Palácio Episcopal São José dos Manguinhos, na Avenida Rui Barbosa, durante mais de dois anos. Trata-se de um solar construído pelo Visconde de Loyo, comerciante recifense de sucesso, no século XIX (Dom Pedro II distribuía à torta e direita títulos de Condes, Barões, Viscondes, para melhor controlar seu imenso império), com muitas mangueiras. Há, ao lado, a Igreja São José dos Manguinhos, como costuma haver em solares de gente rica. No início do século XX, a Arquidiocese adquire o solar e o transforma em residência episcopal. Tudo no tradicional estilo eclesiástico.

Helder foi descobrindo que a Arquidiocese possuía, mais em direção ao centro histórico da cidade, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção das Fronteiras, no limite de uma estância concedida pelo rei de Portugal em 1656 ao militar mestiço Henrique Dias, combatente ao lado dos portugueses na guerra contra os holandeses que resultou na Restauração Pernambucana. O imperador Pedro II visitou o local em 1859 e lhe deu o título de Imperial Capela. A Arquidiocese de Olinda e Recife recuperou essa capela depois da guerra das confrarias. Mas, em 1968, tudo isso é passado. A Igreja das Fronteiras serve de capela para uma casa de religiosas e tem, como todas as capelas, uma sacristia e um ponto de apoio para o capelão.


O cenário contraste entre Manguinhos e Fronteiras lembra a oposição entre o Vaticano e as Catacumbas. Helder não hesita: é preciso deixar o ‘latifúndio’ Manguinhos par ir morar ‘na minha casa’, nas Fronteiras.

 A leitura da Cartas Circulares do ano 1968 foi uma surpresa para mim. Que riqueza, quanta novidade!

 As Circulares do ano 1968 se encontram nos Tomos 1 e 2 do Volume IV. É o ano da mudança do Palácio dos Manguinhos à sacristia das Fronteiras. Uma mudança que não só tem consequências para a vida pessoal do bispo, mas também para a vida da Arquidiocese.


Em termos pessoais, Helder dispensa o carro particular, o secretário particular, a comida pronta na hora certa, a cozinheira de Manguinhos. Doravante, seu cardápio é precário. De manhã, as Irmãs das Fronteiras lhe preparam um café. Ao meio dia, ele almoça no Colégio das Damas, na Avenida Rui Barbosa, e de noite ele se vira sozinho. Seu quarto de dormir comporta uma cama e uma cadeira. Ele comenta: ‘moro com dois mortos e um Vivo (Jesus no sacrário) ’. Há uma salinha que para receber as pessoas e escrever suas Circulares pela noite. Ela comporta uma mesa redonda, três cadeiras e, no fundo, uma rede cearense estendida. Nas paredes algumas lembranças de viagens e alguns textos lapidares.


1. Na Circular de 5 a 6 de janeiro 1968 (n. 344, Helder se mostra entusiasta com a mudança (p. 295), planejada para o dia de São Sebastião (21/1), o que não acontece por falta da remoção de dois sepulcros e arranjos atrás do altar (p. 317). Ele sabe que essa mudança acarreta uma remodelação das funções de alguns prédios da Arquidiocese. O sonho do bispo é que tanto Manguinhos (que ele chama ‘latifúndio’, ‘casa demais para um bispinho só’, veja p. 383) como o antigo Palácio episcopal de Olinda sejam doravante ‘Casas do Povo’. Camaragibe, ‘o porta-aviões’ (p. 312), seria vendido fundo financeiro, assim criado, serviria ‘em boa parte para um esquema de casas populares’. 


Mas seus auxiliares não têm voos tão altos. Na realidade, os planos de mudança do bispo acarretam uma complexa acomodação de prédios. Há também, ao mesmo tempo, a decisão que toca a vida dos seminaristas. Doravante, o programa é que eles vivam em ‘pequenas comunidades no meio do povo’. Tudo isso mexe com Manguinhos, Palácio episcopal colonial em Olinda, Seminário de Olinda, o prédio na Rua do Jiriquiti, Camaragibe. Enquanto os auxiliares ponderam as reais possibilidades, Helder continua falando em Casas do Povo. Ele sonha em doar casas para abrigar pessoas sem teto. Por que manter duas salas de trono no ‘latifúndio’ Manguinhos, enquanto na varanda dormem pessoas sem teto? O bispo fica triste quanto seus auxiliares se veem na obrigação de arranjar um vigia para controlar a vida dos que dormem na varanda, ele tem medo que esse vigia chegue a usar violência e talvez chegue a atirar contra alguém.


2. Dez dias depois, na Circular 348 (16-17/1/68) se escreve que a equipe central do seminário já mora ‘nos altos’ (primeiro andar) da Casa do Povo, com alguns professores, enquanto o Seminário colonial de Olinda vira Centro de Treinamento de Líderes para o Nordeste II (modelo Eugênio Sales). O que complica tudo é que Roma não gosta da ideia de seminaristas vivendo ‘no meio do povo’. O Cardeal Garrone escreve uma carta nesse sentido e manda Monsenhor Pavarello para Recife, para verificar a situação ‘in loco’. Esse Monsenhor fica bastante tempo e colhe muitas informações.



3. Na noite do 13 a 14 de março (Circular 375) vem a notícia definitiva: quando o dia amanhecer, vou me mudar para as Fronteiras. Isso é um ‘sinal completo’: ‘vender Manguinhos e investir o dinheiro em favor da promoção de filhos de Deus subhumanizados pela miséria’. Na mesma Carta aparece uma primeira descrição da nova morada com avaliação daquilo que o bispo gosta mais: portas sem trancas; janelas sem grades; entradinha pelo jardim; ‘em obras’; a cama de madeira (a de Manguinhos era em bronze dourado); a companhia, na hora de dormir, de dois mortos (sepulcros) e um Vivo (sacrário).


4. No dia 14 de março de 1968, às 19 horas, Helder entra na nova casa (p.40). Daqui por diante, seus percursos diários mudam: de Fronteiras a Manguinhos, de Manguinhos às Damas (na mesma Avenida, para o almoço), das Damas retorno aos Manguinhos e no final do expediente de Manguinhos às Fronteiras. Se transporte depende de táxis, mas na realidade não há taxista que queira cobrar a corrida (p. 52). Essa informação se repete em 22-23/5/68.


5. Quinze dias depois, na Circular de 27-28/3/ 68 (IV, 1, 59) vem uma nova prova de que o bispo gosta na nova casa: no quarto de dormir, a janelinha com ferrolho, que indica onde fica o Sacrário (onde mora o Vivo), a seteira em cima, que ‘deixa à vista uma nesga do céu, como uma estrelinha linda’ (mais tarde, ele me aponta essa seteira e diz: ‘como é fácil lançar uma bomba por aí’), a janela sem grades que dá para outro jardim, por trás da sala de estar, a mesa redonda, onde ele pode escrever suas circulares durante as vigílias, as rosas no jardim, as três garrafas térmicas (chá quente, refresco gelado, água) que as irmãs deixam prontas, assim como potes de vidro como com biscoitos etc. Enfim, Helder gosta da nova morada. Isso fica muito claro.

 Em tudo isso, o bispo segue à risca o primeiro compromisso do Pacto das Catacumbas: ‘procuraremos viver segundo o modo ordinário de nosso povo no que toca a casa, comida, meios de locomoção, e a tudo que disso se desprende (Mt 5, 3; 6, 33s; 8-20)’. Tenho por mim que ele é um dos que seguem com maior fidelidade dos compromissos assumidos no Pacto das Catacumbas, embora faltem dados comparativos para comprovar essa opinião. Só possuímos informações parciais (de Antônio Fragoso, José Maria Pires, Valdir Calheiros, etc.).


[Postado no blog dia 16.11.2015 por Eduardo Hoornaert ]

1

50 ANOS DO PACTO DAS CATACUMBAS DA IGREJA SERVA E POBRE


I.

Basílica subterrânea da
Catacumba de Domitila
Nós, Bispos, reunidos no Concílio Vaticano II, esclarecidos sobre as deficiências de nossa vida de pobreza segundo o Evangelho; incentivados uns pelos outros, numa iniciativa em que cada um de nós quereria evitar a singularidade e a presunção; unidos a todos os nossos Irmãos no Episcopado; contando sobretudo com a graça e a força de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a oração dos fiéis e dos sacerdotes de nossas respectivas dioceses; colocando-nos, pelo pensamento e pela oração, diante da Trindade, diante da Igreja de Cristo e diante dos sacerdotes e dos fiéis de nossas dioceses, na humildade e na consciência de nossa fraqueza, mas também com toda a determinação e toda a força de que Deus nos quer dar a graça, comprometemo-nos ao que se segue: 

1) Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue. Cf. Mt 5,3; 6,33s; 8,20. 

2) Para sempre renunciamos à aparência e à realidade da riqueza, especialmente no traje (fazendas ricas, cores berrantes), nas insígnias de matéria preciosa (devem esses signos ser, com efeito, evangélicos). Cf. Mc 6,9; Mt 10,9s; At 3,6. Nem ouro nem prata. 


3) Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco, etc., em nosso próprio nome; e, se for preciso possuir, poremos tudo no nome da diocese, ou das obras sociais ou caritativas. Cf. Mt 6,19-21; Lc 12,33s. 
O assinante:
D. Antônio Fragoso

4) Cada vez que for possível, confiaremos a gestão financeira e material em nossa diocese a uma comissão de leigos competentes e cônscios do seu papel apostólico, em mira a sermos menos administradores do que pastores e apóstolos. Cf. Mt 10,8; At. 6,1-7. 

5) Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e títulos que signifiquem a grandeza e o poder (Eminência, Excelência, Monsenhor...). Preferimos ser chamados com o nome evangélico de Padre. Cf. Mt 20,25-28; 23,6-11; Jo 13,12-15. 

6) No nosso comportamento, nas nossas relações sociais, evitaremos aquilo que pode parecer conferir privilégios, prioridades ou mesmo uma preferência qualquer aos ricos e aos poderosos (ex.: banquetes oferecidos ou aceitos, classes nos serviços religiosos). Cf. Lc 13,12-14; 1Cor 9,14-19. 

7) Do mesmo modo, evitaremos incentivar ou lisonjear a vaidade de quem quer que seja, com vistas a recompensar ou a solicitar dádivas, ou por qualquer outra razão. Convidaremos nossos fiéis a considerarem as suas dádivas como uma participação normal no culto, no apostolado e na ação social. Cf. Mt 6,2-4; Lc 15,9-13; 2Cor 12,4. 


O inspirador:
Paul Gauthier

8) Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão, coração, meios, etc., ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos e subdesenvolvidos, sem que isso prejudique as outras pessoas e grupos da diocese. Ampararemos os leigos, religiosos, diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizarem os pobres e os operários compartilhando a vida operária e o trabalho. Cf. Lc 4,18s; Mc 6,4; Mt 11,4s; At 18,3s; 20,33-35; 1Cor 4,12 e 9,1-27. 

9) Cônscios das exigências da justiça e da caridade, e das suas relações mútuas, procuraremos transformar as obras de "beneficência" em obras sociais baseadas na caridade e na justiça, que levam em conta todos e todas as exigências, como um humilde serviço dos organismos públicos competentes. Cf. Mt 25,31-46; Lc 13,12-14 e 33s. 

10) Poremos tudo em obra para que os responsáveis pelo nosso governo e pelos nossos serviços públicos decidam e ponham em prática as leis, as estruturas e as instituições sociais necessárias à justiça, à igualdade e ao desenvolvimento harmônico e total do homem todo em todos os homens, e, por aí, ao advento de uma outra ordem social, nova, digna dos filhos do homem e dos filhos de Deus. Cf. At. 2,44s; 4,32-35; 5,4; 2Cor 8 e 9 inteiros; 1Tim 5, 16. 

11) Achando a colegialidade dos bispos sua realização a mais evangélica na assunção do encargo comum das massas humanas em estado de miséria física, cultural e moral - dois terços da humanidade - comprometemo-nos: - a participarmos, conforme nossos meios, dos investimentos urgentes dos episcopados das nações pobres; - a requerermos juntos ao plano dos organismos internacionais, mas testemunhando o Evangelho, como o fez o Papa Paulo VI na ONU, a adoção de estruturas econômicas e culturais que não mais fabriquem nações proletárias num mundo cada vez mais rico, mas sim permitam às massas pobres saírem de sua miséria. 

12) Comprometemo-nos a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos, para que nosso ministério constitua um verdadeiro serviço; assim: - esforçar-nos-emos para "revisar nossa vida" com eles; - suscitaremos colaboradores para serem mais uns animadores segundo o espírito, do que uns chefes segundo o mundo; - procuraremos ser o mais humanamente presentes, acolhedores...; - mostrar-nos-emos abertos a todos, seja qual for a sua religião. Cf. Mc 8,34s; At 6,1-7; 1Tim 3,8-10. 


O realizador: D. Helder Câmara

13) Tornados às nossas dioceses respectivas, daremos a conhecer aos nossos diocesanos a nossa resolução, rogando-lhes ajudar-nos por sua compreensão, seu concurso e suas preces. 

AJUDE-NOS DEUS A SERMOS FIÉIS. 

 [No dia 16.11.1965 cerca de 40 Padres Conciliares celebraram nas catacumbas de Domitila uma Eucaristia pedindo fidelidade ao Espírito de Jesus. Após essa celebração alguns deles firmaram o "Pacto das Catacumbas". Ver in: KLOPPENBURG, Boaventura (org.). Concílio Vaticano II. Vol. V, Quarta Sessão. Petrópolis: Vozes, 1966, 526-528.] 




II.


Pacto sem impacto? 
Do Pacto das Catacumbas ao Pacto dos Areópagos

Foram figuras marginais do episcopado que deram vida e sobrevida ao Pacto das Catacumbas. Poucos dos 13 compromissos marcaram a vida da Igreja pós-conciliar com profundidade. 

Vejamos o que os assinantes prometeram:
- “Não possuiremos nem imóveis, nem móveis, nem conta em banco (...).
Catacumba de Domitila
- Recusamos ser chamados, oralmente ou por escrito, com nomes e títulos que signifiquem a grandeza e o poder: Eminência, Excelência, Monsenhor (...).
- Daremos tudo o que for necessário de nosso tempo, reflexão, coração, meios, etc. ao serviço apostólico e pastoral das pessoas e dos grupos laboriosos e economicamente fracos (...).
- Ampararemos os leigos, religiosos, diáconos ou sacerdotes que o Senhor chama a evangelizarem os pobres e os operários compartilhando a vida operária e o trabalho”.
- Comprometemo-nos a partilhar, na caridade pastoral, nossa vida com nossos irmãos em Cristo, sacerdotes, religiosos e leigos (...) e nos esforçaremos para `revisar nossa vida´ com eles, e procuraremos ser o mais humanamente presentes, acolhedores (...)”.

Tivemos e temos bons bispos nas margens da Igreja, às vezes, porque o Espírito Santo provocou um cochilo na hora da escolha pelos respectivos Núncios Apostólicos. No conjunto, o Pacto das Catacumbas ficou sem impacto na vida eclesial. Permanece horizonte até hoje, horizonte válido que pode ser retomado.

O “Pacto” não era um pacto das Igrejas locais, mas um pacto solitário de alguns bispos que não conseguiram socializar suas propostas entre seus colegas. A Igreja de Roma fez tudo para impedir essa socialização e assunção nas Igrejas locais.



O “Pacto” era um pacto intra eclesial. O mundo não se interessa pelas discussões identitárias da Igreja católica. Hoje, o mundo globalizado precisa consensos mais amplos sobre questões da ecologia, da energia, do transporte, da comunicação e da “economia de compartilhamento” (Rifkin). A “Encíclica Laudato Si”, do Papa Francisco, “sobre o cuidado da casa comum”, aponta na direção certa.


Sociedade do "Bem Viver"
O “Pacto das Catacumbas” é um pacto que conota “clandestinidade” e “martírio”. Hoje, qualquer pacto que busca contribuir para o “bem viver” de todos na casa comum, deve sair do ghetto católico, portanto, deve ser “Igreja em saída” (EG 20ss). O “Pacto das Catacumbas”, hoje, há de ser um pacto público, leigo e universal de todos os habitantes nos Areópagos do mundo.